terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ROTEIRO: "Encontro Marcado"

Curta-metragem pretende resgatar características clássicas dos vampiros.



Esqueça “Crepúsculo” e o apelo teen de “The Vampire Diaries”. “Encontro Marcado”, o novo projeto da Fictional Way Produções Audiovisuais (produtora especializada em roteiros) chega com a missão de mostrar que ainda é possível sentir medo de vampiros.
A história é situada no presente e acompanha um garoto de 12 anos que descobre que o namorado da mãe é um vampiro. Além do pano de fundo sobrenatural é possível notar uma preocupação em retratar a família moderna: a mãe solteira que começa a namorar, o filho de pais separados que é contra o tal namorado, os possíveis conflitos dessa relação.
Guilherme Vieira Souza, diretor da produtora recém-criada, revelou ter buscado inspiração nos filmes que considera serem os melhores dentro desse subgênero e no livro ‘Salem’s Lot, de Stephen King.
A trama inteira de “Encontro Marcado” ocorre dentro de um apartamento e tem poucos personagens. A intenção foi manter um clima intimista e claustrofóbico, também pensando nas possibilidades de fotografia e na limitação de orçamento quando o projeto for filmado. Alguns elementos clássicos, e um tanto nostálgicos, são resgatados, como alho, crucifixo e convite para entrar. “Ao mostrar a vulnerabilidade de criaturas tão poderosas e assustadoras, você deixa a narrativa mais complexa, gera mais possibilidades de conflito”, concluiu Guilherme.




ENCONTRO MARCADO ©
[2015]
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SINOPSE: Lúcia, 37 anos, mãe solteira, está se arrumando para um encontro. Rodrigo, seu filho de 12 anos, entra no quarto. Um dos dedos do garoto está com um band-aid (detalhe que será explorado no final). Ele conta à mãe que descobriu que Nestor, o namorado dela, é um vampiro. Lúcia se irrita. Ela explica que apesar de Rodrigo ser a pessoa mais importante para ela no mundo ela tem que começar a viver a própria vida. Rodrigo implora para que a mãe não convide o namorado para entrar na casa. Ele mostra-lhe um livro com a imagem da Orquestra Sinfônica da época da Segunda Guerra. No meio, há um sujeito idêntico a Nestor. A campainha toca. Lúcia grita. Ela vai até a porta sob o olhar reprovador do filho. A campainha toca novamente. Lúcia abre a porta. Ela então repara com mais atenção na palidez incomum do namorado, lembra do toque sempre gelado de Nestor, independente da temperatura ambiente. Eles se cumprimentam e a primeira coisa que Nestor pergunta é se ela vai convidá-lo a entrar. Lucia não responde. Nestor percebe algo errado. Rodrigo se aproxima da mãe, descola o band-aid e aperta o dedo recém-cicatrizado. Começa a escorrer muito sangue. Nestor fica agitado, o olhar vidrado no dedo. Ele não consegue evitar que os caninos retráteis apareçam. Nestor insiste em ser convidado para entrar. Lúcia inventa uma desculpa para dispensá-lo. Os vizinhos de Lucia e Rodrigo aparecem no corredor. Um jovem casal com um filho entre 4 e 5 anos chamado Felipe. Felipe corre na direção de Lúcia. Nestor hipnotiza os pais do menino na frente de Rodrigo e Lúcia. Impaciente, ele ameaça quebrar o pescoço de Felipe se não deixarem-no entrar no apartamento. Rodrigo e Lúcia cedem. Lúcia convida-o a entrar. Assim que Nestor entra no apartamento se sente imobilizado. Rodrigo o faz olhar embaixo do tapete de entrada; há um estranho desenho feito com uma tinta vermelha. Rodrigo explica que aprendeu a fazer uma armadilha para criaturas sobrenaturais pela Internet. Usou sangue no desenho. As horas de passam. O relógio toca. É seis da manhã. O sol está nascendo. Coroas de alho estão espalhadas pelo chão, no sofá e, principalmente, em volta de Nestor. Lucia e Rodrigo abrem as cortinas do apartamento. O corpo de Nestor se incendeia e se desfaz em cinzas. Antes disso ele os ameaça, dizendo que seu mestre iria encontrá-los. Uma lágrima rola pelo olho de Lucia. O coração de Rodrigo dispara ao notar algo que ainda não havia percebido, mas ali, na claridade, era impossível não notar: um pouco abaixo da nunca, geralmente coberta pelos cabelos (agora presos num rabo de cavalo), dois furos no pescoço da mãe.

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